O oralismo, a comunicação total e o bilingüismo.
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A história da educação dos surdos e as abordagens educacionais que marcaram esse processo: O oralismo, a comunicação total e o bilingüismo. Elaborar um quadro com as principais característicasdessas três abordagens e escreva uma conclusão apontando os benefícios que o bilingüismo poderá possibilitar para a vida do surdo e para o seu processo educacional.
Oralismo
1- Visava à integraçãoda criança surda na comunidade ouvinte, enfatizando a língua oral do país. 2- O objetivo era fazer a reabilitação da criança surda em direção à normalidade, negava-se a surdez e enfatizava aaquisição da fala. 3- Os alunos surdos eram ensinados a falar por meio de técnicas oralistas fundamentadas na visão clínico-terapêutica.4- O trabalho pedagógico destinava-se mais ao ensino da fala do quedos conteúdos curriculares. 5- Não houve uma realização satisfatória nesta abordagem do oralismo.
Comunicação total
1- É uma filosofia de trabalho voltada no atendimento e à educação depessoas surdas.2- O objetivo era entender o surdo como uma pessoa, e não como alguém portador de uma patologia médica, a surdez é vista como um fenômeno com significações sociais.3- Os alunos surdospodiam utilizar os sinais no contato com outros surdos fluentes, bem como sua divulgação em contextos escolares e não escolares. O uso dos sinais ocorria na estrutura da língua portuguesa e não naestrutura da língua de sinais, um mecanismo “português sinalizado”. Ele não compreendia o uso dos sinais em uma estrutura gramatical que ele desconhece o que impedia a construção do sentido daquilo que éproduzido.4- O trabalho pedagógico destinava-se a uma completa liberdade na prática de quaisquer estratégicas que permitia o resgate da comunicação, seja por meio da oralidade, dos sinais, dasoletração ou pela combinação desses modos. 5- Houve um favorecimento do contato do surdo com os sinais, antes proibido no oralismo.
Bilingüismo
1- Tem sido considerado como a abordagem que pode...
Oralismo é uma corrente comunicativa muito utilizada na educação dos surdos no século XIX que perdurou até os anos 70. Consiste no ensino da língua materna através da imposição da oralização nos processos de aprendizagem do surdo. Dessa maneira, neste método é proibida qualquer manifestação que se diferencie da fala, como ocorre na comunicação gestual e na utilização de mímicas. Portanto, o surdo deveria utilizar a fala, os vestígios de audição remanescentes, e um comportamento semelhante ao do ouvinte para ser aceito socialmente e finalmente ser curado da surdez através da prática da fala.
Devido ao descontentamento referente ao uso do oralismo na educação dos surdos, mais tarde, surgiu a Comunicação Total, que consiste na utilização dos sinais, leitura orofacial, amplificação e alfabeto digital no ensino da língua materna. Sendo assim, nesta corrente comunicativa o surdo tem livre arbítrio para escolher qual manifestação de linguagem lhe é mais adequada para comunicar-se socialmente. Visto que esta foi uma corrente que abriu espaço para o que conhecemos hoje como língua de sinais, assim como a autonomia e independência do surdo e sua inserção na sociedade, contudo não foi completamente efetiva devido a superficialidade no ensino de uma ou outra forma de comunicação. Isto é, como o surdo poderia utilizar o mecanismo que mais de identificava ou mesclar duas ou três formas de comunicação, não conseguia se especializar e aprender de maneira profunda sobre alguma forma de linguagem específica.
Já a proposta de ensino bilíngüe contrapõe-se ao oralismo porque considera a comunicação visual e gestual prioritária no ensino da linguagem. E se diferencia da comunicação total, pois defende fundamentalmente a língua de sinais na educação do surdo, não misturando uma manifestação lingüística com a outra. Nesta corrente, ensina-se primeiramente a língua de sinais e secundariamente a língua dos ouvintes, que pode ser manifesta apenas em sua forma escrita.
A proposta de ensino bilíngüe traz como benefício a integridade da manifestação visual e gestual expondo a criança surda desde cedo a língua de sinais, aprendendo a sinalizar tão cedo quanto uma criança ouvinte aprende a falar. Assim como o aumento de sua capacidade e competência lingüística que o ajudará a aprender também a língua falada, tornando-o bilíngüe desde cedo, e também o aumento do desenvolvimento cognitivo-linguístico em iguais proporções ao da criança ouvinte, criando uma relação harmoniosa não só com a comunidade surda — forte identificação e melhoria da auto-imagem quando consciente do pertencimento a um grupo específico que possui suas maneiras de se comunicar e se relacionar através de língua própria.